quinta-feira, 26 de abril de 2012

Na sala estávamos eu, Willian, e o investigador Magnus.
Magnus: o que fazia no corredor tão cedo?
Willian: Voltava de meu  plantão.
Magnus: Por que passou por ali, já que mora no andar de baixo?
Willian: Porque minha namorada mora naquele andar e é costume  passar no seu apartamento,  sempre que volto do trabalho.
Magnus: Pelo que sei, vocês estavam brigados.
Willian: Sim, mas se o Sr verificar, na minha maleta há um anel de noivado, que comprei para fazer uma surpresa para ela.Queria acordá-la com um romântico café da manhã acompanhado do pedido de casamento.
Magnus: Como consegue se manter tão frio perante uma situação dessas?
Willian: Investigador Magnus, sou médico! Tenho de ser prático. Não posso deixar minhas emoções me dominarem, pois se assim, o fizer, não conseguirei exercer minha profissão.
Magnus: Willian, você tem noção no seu envolvimento nesse caso?
Willian: Envolvimento? Eu ?  Por que me diz isso?
Magnus: Por que você estava sozinho num andar de prédio que não é seu; estava brigado com sua namorada e essa conversa de noivado é duvidosa; não tem ninguém que possa endossar sua conversa;é frio como pedra...Quer mais?
Willian: O que o Sr está querendo afirmar? Que eu matei o homem?
Magnus: Por que não? Você poderia ,muito bem, tê-lo flagrado na saindo do apartamento de sua namorada, esperado-o um pouco mais a frente, a espreita de que quando sua namorada fechasse a porta poderia matá-lo....
Willian:Você está louco!!!! Eu jamais faria isso. Primeiro porque se desconfiasse da minha namorada, teria contratado um detetive ou coisa parecida, se soubesse que ela  me traira depois disso, eu a abandonaria, não mataria seu amante, pois com certeza, ela não merecia estar comigo.
Magnus: Você é homem. Todo homem odeia ser traído.Você não seria exceção. Tão bonzinho,assim...Você não teria reação?
Willian: Claro que não! Não sou bonzinho! Mas, não sou louco a ponto de cometer um crime, sabendo de todas as consequências que iriam cair sobre mim.
Magnus percebendo a reação de Willian, percebeu, em seu 30 anos de investigador, que ele estava falando a verdade.
Magnus: Está bem, Willian, por enquanto você está dispensado. Mas fique por perto, caso seja necessária sua presença novamente nessa delegacia.
                                                                                                    Lúcia Penha de O. Kulkas

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